É o nome de uma das obras mais recentes de Doris Salcedo.Uma fenda enorme no chão da Tate Modern é a nova grande atração do museu.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
Pushing Daisies
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Dona São
Hoje dei comigo a pensar nas pequenas coisas e momentos que nos fazem falta, que nos fazem sentir nostálgicos. Lembrei-me do bar da Dona São.
Chegou-me aos ouvidos que fechou. O ponto de encontro, o local onde passávamos intervalos, onde tomávamos a maior parte das nossas refeições fechou.
Provavelmente nunca mais vamos ter aquelas maravilhosas tostas de frango, a lasanha à nossa espera, as sementes e aquela pessoa atrás do balcão, que ainda estou para perceber porquê, nos achava tanta piada.
Acabou e não cheguei a agradecer pela atenção especial que nos era dada e pela grande paciência para os nossos disparates. E assim voou mais um pedacinho da identidade daquela instituição.
Chegou-me aos ouvidos que fechou. O ponto de encontro, o local onde passávamos intervalos, onde tomávamos a maior parte das nossas refeições fechou.
Provavelmente nunca mais vamos ter aquelas maravilhosas tostas de frango, a lasanha à nossa espera, as sementes e aquela pessoa atrás do balcão, que ainda estou para perceber porquê, nos achava tanta piada.
Acabou e não cheguei a agradecer pela atenção especial que nos era dada e pela grande paciência para os nossos disparates. E assim voou mais um pedacinho da identidade daquela instituição.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
sábado, 20 de outubro de 2007
Galinha feliz/infeliz
Londres é uma cidade “global”, uma das primeiras perguntas, senão a primeira, que aqui se faz quando se conhece alguém é “de onde és?”.
Ontem à noite dei comigo numa festa no mínimo variada do ponto de vista de nacionalidades, idades e tendências sexuais, em casa de um casal no mínimo curioso. Ele é húngaro e ela sueca, conheceram-se em Barcelona e agora estão a viver em Londres. Eis uma prova da União sem fronteiras.
Até que surgiu uma conversa sobre a felicidade das galinhas. Qual a mais feliz, a que está no campo e que morre apanhada desprevenida para ser comida ou a galinha de produção maciça que sabe desde do inicio que vai morrer? Eis o problema que perturbava um brasileiro muito expressivo que defendia que era mais cruel matar a galinha do campo do que a de cativeiro.
Agora na minha grande ignorância pergunto, não é necessário uma consciência para se ter o sentimento de felicidade/infelicidade? E as galinhas, têm consciência?
Isto tudo faz-me lembrar uma outra discussão de há uns dias atrás sobre a beleza dos animais. Tentámos, sem sucesso, chegar a um acordo de qual o mais bonito entre o camarão e a galinha.
Ontem à noite dei comigo numa festa no mínimo variada do ponto de vista de nacionalidades, idades e tendências sexuais, em casa de um casal no mínimo curioso. Ele é húngaro e ela sueca, conheceram-se em Barcelona e agora estão a viver em Londres. Eis uma prova da União sem fronteiras.
Até que surgiu uma conversa sobre a felicidade das galinhas. Qual a mais feliz, a que está no campo e que morre apanhada desprevenida para ser comida ou a galinha de produção maciça que sabe desde do inicio que vai morrer? Eis o problema que perturbava um brasileiro muito expressivo que defendia que era mais cruel matar a galinha do campo do que a de cativeiro.
Agora na minha grande ignorância pergunto, não é necessário uma consciência para se ter o sentimento de felicidade/infelicidade? E as galinhas, têm consciência?
Isto tudo faz-me lembrar uma outra discussão de há uns dias atrás sobre a beleza dos animais. Tentámos, sem sucesso, chegar a um acordo de qual o mais bonito entre o camarão e a galinha.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Jornal vindo dos céus
Hoje recebi um jornal . Pois é, chegou uma encomenda da DHL com um Correio da Manhã de dia 12/10/2007 lá dentro.
Agora devem de estar todos intrigados, qual é que é o interesse de enviar um jornal como o Correio da Manhã, que nem sequer presa muito pela qualidade jornalística, para Londres? Isto tudo por causa de um artigo sobre a nova Igreja da Santíssima Trindade. Ainda não entenderam? Passo a explicar, o meu Padrinho de baptismo como bom católico que é e cumpridor das suas obrigações para comigo achou que me devia manter informada sobre os acontecimentos marcantes da vida eclesiástica do nosso país.
Não quero nem imaginar quanto é que este bocadinho de informação católica custou.
Agora devem de estar todos intrigados, qual é que é o interesse de enviar um jornal como o Correio da Manhã, que nem sequer presa muito pela qualidade jornalística, para Londres? Isto tudo por causa de um artigo sobre a nova Igreja da Santíssima Trindade. Ainda não entenderam? Passo a explicar, o meu Padrinho de baptismo como bom católico que é e cumpridor das suas obrigações para comigo achou que me devia manter informada sobre os acontecimentos marcantes da vida eclesiástica do nosso país.
Não quero nem imaginar quanto é que este bocadinho de informação católica custou.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Tempo, metrologia, clima...
Sempre achei que não dava grande importância ao tempo, à metrologia, até me mudar para Londres. Cada vez que ligo o Internet Explorer aparece-me no igoogle as previsões para Lisboa e para Londres. Finalmente assimilei que realmente temos um clima fantástico na nossa santa terrinha.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Hoje houve alguém que me fez pensar neste poema:
LIBERDADE
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
domingo, 14 de outubro de 2007
1º mês
Faz hoje um mês que estou a viver em Londres. Parece que o tempo passa mais depressa aqui, mas todos os dias penso no regresso. Bom ou mau sinal???
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Subscrever:
Comentários (Atom)


