quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Fico grega

Estou constantemente a ser surpreendida por gregos.
Não há nada melhor que as perguntas de uma grega na casa dos 50, supostamente licenciada em francês e que nem sequer sabe o que é que quer dizer "tu est bête".
Um dia, foi ao supermercado e a senhora da caixa perguntou-lhe se ela era portuguesa. Esta questão perturbou de tal forma a sua pequena cabeça que quando chegou a casa perguntou-me se em Portugal éramos todos brancos. Fiquei tão bouquiaberta que só fui capaz de responder um misero "yes".
Cerca de uma semana depois estávamos a falar de incêndios e de repente surpreende-me com uma pergunta: "Onde é que é Portugal?". Confesso que tive vontade de me rir, mas contive-me e expliquei que ficava entre Espanha e o Oceano Atlântico. Muito espantada voltou ao ataque, " e de que tamanho é Portugal?" à qual limitei-me a dizer que era cerca do dobro da Irlanda. Mais perguntas se seguiram como "qual é a capital de Portugal?".
Como é que nós portugueses que tivemos batalhas renhidas com eles no Euro 2005, que entrámos para a União 5 anos depois da Grécia, que partilhamos a mesma moeda e que até há poucos tempo andávamos sempre a competir com eles pelo ultimo lugar nos rankings da União Europeia, somos tão desconhecidos a esta senhora?
Será que naquela cabecinha Portugal era mais um bocado de terra perdida na imensidão de África ou será que ela estaria a confundir-nos com o Brasil?
O mais arrepiante é que isto é só a ponta do Iceberg do estranho mundo dos gregos.

3 comentários:

Zeca disse...

Ah entao a saga continua :P quando fui ai contaste-me isso do super e ja achei ridiculo entao agora... ui... que bela perola

Anónimo disse...

lol, a ignorância existe!aqui por acaso ainda não apanhei ninguém a dizer que não sabe onde é Portugal, só a dizer que sou espanhola e para me picarem dizem que somos um anexo de Espanha!e que parece que falamos russo!

petit hulk disse...

Seja bem aparecida menina Raca!
É muito bom ter noticias suas!
Em relação ao russo é verdade que as duas línguas têm sonoridades muito semelhantes. Quando estive em Edinburgh tinha muito colegas russos e às vezes quando os ouvia falar pensava que era português, então ia-me aproximando aproximando porque não conseguia entender, até chegar à conclusão que não percebia porque era russo.